5 / 8 / 2009
Títulos e contratações
DUPLA GRENAL ACERTANDO SEUS TIMES, NA VIRADA DAS FASES

Liderança e estilo retomados

Segunraça no que dizem Pode ser a mudandça


DOMINGO FOI MARCADO POR REDESCOBERTAS

Uma coisa tem que ser diferenciada. O jogo de domingo foi bom para o Grêmio? Claro que foi. Sem dúvida a atuação de alguns jogadores foi algo fora do comum. Agora! O jogo foi bom. Não, não foi. E por quê não foi. Porque tem uma série de coisas e eu destacaria. Primeiro, que o Cruzeiro não queria jogar e ficava enrolado no meio. Os jogadores chegaram raríssimas vezes ao ataque. O time do Mineirão perdeu dois homens. Um no primeiro tempo, que quase não prejudicou e outro no segundo, que desmontou a raposa. Bom! Isso não desmerece a vitória do Tricolor, que poderia ter vindo de qualquer maneira. Principalmente pela qualidade e a vontade desse jogo. Então fiquei até o fim na coletiva. Não só par ouvir o Paulo Autuori, mas para ouvir os detalhes do que os jogadores pensaram a respeito. Eles acreditam que fizeram um grande jogo. Pra eles isso é bom. Isso faz crescer. Mas, antes de tudo, é necessário que se tenha noção de onde se acerta e se erra. Acho que eles vão fazer isso. Eu queria frisar que tudo ontem passou pelo Tcheco. Inclusive o gol do Cruzeiro. Ta certo, já falaram isso antes. É que eu gosto de pegar essas frases soltas e frisar. O Tcheco está voltando. Quando me perguntam... Por que o Souza diminuiu seu rendimento a resposta pra mim é uma só. Não dá pra ter dois chefes. O Chefe é o Tcheco. O Souza tem que jogar e parar de usar o microfone. Diferente do Capitão que sabe fazer isso. Desde dos tempos do Hugo e depois, do Diego Souza é que se sabe o capitão e o que manda é o Tcheco. Quando a coisa passa por ele, como vem acontecendo desde o jogo do São Paulo, o jogo funciona. É natural que o rendimento do Souza caia? Claro que sim. Jogadores parecidos, na técnica e na personalidade acabam batendo de frente. Comecem a observar para vocês verem. Eu ainda não vi nenhuma orquestra com dois maestros. Quando muito, com um maestro e um espadachim. Mas essa segunda função não deve ser do Tcheco. Por último, iria alertar a todos, para evitar frustração. Apesar da grande atuação de Douglas Costa no último domingo e da possível escalação dele, contra o Palmeiras, queria alertar que ele não é um Carlos Eduardo. Ele sequer, jogou ali, na equipe profissional, para acharem que ele vai trazer resultados. Claro que é algo emergencial e ele está aí pra ajudar a apagar o fogo. Mas cuidado. Depois o jogador é que fica queimado.

O GRÊMIO QUE NÃO BATEU

Domingo mesmo, conversei com os dois homens do futebol gremista. Frisei basicamente, com eles, dois assuntos. A volta do rendimento do Tcheco e o fato do Grêmio ter sido o time comportado do jogo. Sim comportado, porque tem a fama de bater e ter homens expulsos. Só que domingo a coisa foi diferente. Quem teve dois homens expulso foi o Cruzeiro. O presidente Duda disse que isso é um trabalho de disciplina que vem sendo feito no vestiário. Eu acredito nisso. O Vice, Luís Onofre Meira confirmou também. Agora, os dois confirmam que Tcheco vem merecendo crédito, desde o jogo do São Paulo e de fato vem, como escrevi no texto acima. Só que nenhum dos dois reconhece a queda de produção de Souza. Seria pelo investimento? Espero que não. Isso é futebol e futebol é dinâmico. Quem ta mal tem que sair e quem ta bem tem que entrar. O exemplo disso é o Douglas Costa. Os dois dirigentes gostaram do jogo. Meira chegou a elogiar a arbitragem. Disse que o Grêmio pegou um árbitro justo. Eu insisti com ele dizendo que esse mesmo árbitro não teria dado um pênalti para o Grêmio. Seria a vitória em si, que fez com os dirigentes tricolores não dessem bola para o roubo na partida? São essas coisas que me deixam confuso. Por que esses gritos contra a arbitragem só acontecem na hora da derrota. Mesmo assim a motivação continua e o que gostei, ontem no vestiário, foi a vontade de reverter isso para fora do Olímpico. Eles querem buscar a vitória, na quinta, frente ao Palmeiras. Eu acredito nisso. Ta na hora mesmo de ganhar e nada como esse momento pra isso. E como diz a aquela frase que foi colocada na mídia esses dias “Quem vence direto, fica mais perto de perder”. Isso se aplica ao Verdão de São Paulo.

GIRA A RODA COLORADA NA JANELA

O Internacional está concentrado na Copa Suruga. Tão concentrado, que sequer deu uma declaração sobre a história do Fernandão. Que não queira o jogador, tudo bem. Os dirigentes tem esse direito. Agora, afirmar pra nós, como foi feito, no último compromisso, frente ao Barueri, que a prioridade “Mútua” Fernandão e Inter existia, o vice de Futebol Fernando Carvalho não poderia ter feito. Isso prova que ele mente. Então veio só depois a público dizer o que pensa sobre isso. Por que nós já ouvimos, depois disso, a opinião de Fernandão e do seu procurador Paulo Roberto. E não sabemos nunca, em primeira mão, a opinião colorada. Claro que sabemos, que o Inter não o quer e acredito que seja, devido à propostas financeiras. Só é muito bonito, nessas horas, a transparência e sempre que puder, antecipar-se às explicações das outras partes, sob pena de ficar sem crédito com a torcida. Nesse caso, trata-se da briga dois grandes ídolos FERNANDO x FERNANDÃO. Quanto às novas contratações, é louvável a tentativa de trazer Cléber Santana. Excelente jogador. Edu também é boa opção. E se confirmar essa história, da tentativa do Cicinho, então nem se fala. O Inter merece esse nível de jogador. Espero que no Inter, o Santana tenha um desempenho igual àquele do Santos da Libertadores, que vimos jogar. Acho sim. Vamos aguardar a confirmação colorada. Quanto ao título da SURUGA, parabéns ao Inter. Ele precisava disso. Só que os problemas não acabaram. Ta na hora de chegar ao Brasil, baixar a cabeça e trabalhar. Tem toda uma etapa seguida de jogos e não dá pra descuidar.

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30 / 7 / 2009
MUDANÇAS
SEMANA DE DECISÕES NAS ATITUDES, BUSCANDO VITÓRIAS

O trio de dirigentes aparece novamente.

O grande herói da F-1 está de volta. Gremistas mobilizam-se através dos jogadores.


DIRIGENTES SAEM DO SUFOCO E SÓ PENSAM NO JAPÃO

Ontem fiz questão de ficar até o fim das explicações dos dois homens do Futebol e lembrei de algo que pode não parecer relevante, mas pra mim é. Ontem apareceram os três homens do futebol. Vitório Pífero, Fernando Carvalho e Giovani Luigi. Isso é comum, quando as equipes vencem, mas vencem convencendo. Ontem foi uma “vitoriazinha” e eles não vinham aparecendo assim. Teria que ter cautela. Mas isso não é a principal coisa. Luigi não foi procurado, mas nos atendeu, como sempre, naquela ampla delicadeza. Agora Carvalho estava muito faceiro e simpático. O que uma vitória não faz, né? Brincou com seus repórteres prediletos. Respondeu a todas as perguntas, sem mau humor e deixou claro uma frase que, no mínimo, eu sugiro fique pra se pensar. Disse o vice de Futebol, que o Inter vai aproveitar para, longe desse ambiente, refrescar a cabeça dos jogadores e melhorar a fase. Ora senhores leitores. Eu pergunto a vocês: seria o ambiente o maior responsável pela má fase do Colorado? Não posso acreditar que a resposta já tenha sido encontrada e diagnosticada de uma forma tão simples. Claro que não é. Eles devem estar pensando “Quem bom que temos essa folga. Assim nos livramos da imprensa chata”. Isso seria mais plausível, mas eles não vão dizer isso. Afinal a imprensa é pra isso. Inclusive os prediletos da direção. Espero que o Inter consiga encontrar, na terra do Sol Nascente, as respostas para as indagações, que ninguém tem ainda. Mas vamos combinar, que a melhor resposta para o torcedor, seria o título. Mesmo que o teor e o nível da competição, sejam inferiores aos que o time gaúcho joga, normalmente, seria de esperar, que ele mantivesse um nível de garra e de determinação.

SCHUMACHER - O RETORNO

Gostaria de ver novamente, o alemão Michael Schumacher (O Shummi) voltar para a fórmula 1. Mas acredito que todos que pensam como eu, gostariam que fosse em outra circunstância. O que nos alegra em ver essa substituição é que sabemos que Felipe Massa está recuperando-se rápido. E isso nos deixa muito felizes. O que veremos a seguir, nada mais é do que um outro momento da Competição, que não prioriza o piloto. Esse ano ficou claro que os sistemas de difusor fizeram a diferença. Vemos mais um super piloto, em um carro que ainda está ajustando a máquina, tentar recuperar a escuderia a tempo. Mas gente! Não se surpreendam se ele conseguir reverter essa situação. Não é a toa que esse fenômeno alemão é sete vezes campeão do Mundo. Eu aprendi a torcer por ele. Porque gosto do que é bom. Sei que ninguém faz isso tão barato. Ele vai levar uma quantia estimada em 8 milhões de Reais, por corrida. Além de ter renovado como consultor da Ferrari. Então será um prazer vê-lo participar da competição, ainda que substituindo Massa. A Fórmula - 1 hoje tem dois pólos. Um deles é da época de Mica Shummi. Outra é depois dele. O que acontecerá? Não vejo a hora das bandeiras e sinaleiras começarem a dar sinal. Será fascinante.

VENCER FORA É NECESSÁRIO

Acho que o Grêmio tem que relaxar. Essa coisa de dizer que tem que ganhar fora para pensar em algo mais é muito bonito, mas as vezes trava os jogadores. Isso funciona, inclusive, fora do Futebol. Eu não tenho dúvida que tá na hora de começar a justificar os salários, mas já que houve alguns ajustes, também ta na hora de ver os efeitos disso. Gosto muito daquela frase de Osvaldo Rolla que diz. “Se você não sabe porque venceu, jamais saberá porque está perdendo”. O que eu acho é que mesmo que o Grêmio volte de São Paulo, com uma vitória. Isso terá sido em vão, se o Grêmio não souber porque isso aconteceu. Quanto a não vencer... Eu sinto que o Tricolor ainda não sabe porque não vence. Será que se vencer o São Paulo saberá porquê o fez? Essa é a grande incógnita que flutua. O time do São Paulo “entrou no jogo”, depois do confronto com o Inter. Buscou o empate, dentro do Beira-Rio e depois, fez o que quis com o Barueri, em São Paulo. Portanto é necessário bem mais do que dizer que no papel o São Paulo é melhor. É preciso reconhecer que o time paulista tem muitas qualidades e é preciso neutraliza-las. Aí o Grêmio saberá porque o fez

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23 / 7 / 2009
BASTIDORES
PÉSSIMA RODADA PARA OS GAÚCHOS NA SÉRIE “A”

Os problemas voltaram.

Quando a fase é ruim, ninguém sabe explicar. Impossível não sair a venda.


O GRÊMIO VOLTOU PRA U.T.I.

O Grêmio surpreendeu a muitos. Não a mim. Muitos comentaristas haviam dito que a vitória do Clássico faria com que o Tricolor deslanchasse. Não dá para acreditar nisso. Primeiro o placar do GRENAL não foi tão dilatado assim. Foi uma vitória simples e precisou virar o jogo. Segundo que os jogadores do Grêmio são aquilo que todos conhecem. Não vence fora ainda não dá show em casa. As exceções tem sido Maxi López e Souza. Ontem foi um festival de gols perdidos e o ditado todos conhecem. “Quem não faz leva”. A equipe do Avaí, nem é tão ruim assim não. E agora, reabilitada pelo Grêmio está aí para o que der e vier. Claro que eu to brincando, mas era jogo pra ganhar. Com todo o respeito aos catarinenses. O Avaí não existe é muito fraco. Mas o Grêmio segue, com algumas obrigações e tentando não se afastar dos primeiros colocados. Mais uma vez terá um jogo pra ganhar. Santo André. Aí é que mora o perigo. O Santo André é daqueles times que não tem responsabilidade e vai com tudo, sem medo do fator local. Muita cautela fará a diferença. O Tricolor precisava embalar umas três partidas seguidas, sem perder, para aproximar-se e ficar entre os seis primeiros. Duas vitórias e um empate seriam a dosagem certa. Autuori sabe como fazê-lo e deve ser cauteloso, a partir de agora. O time gaúcho não conta com Maxi López, com Réver, nem com Fábio Santos. Todos tomaram o terceiro cartão. É necessário também, cuidar os pendurados. Tcheco é um deles. É guerra dos cartões. Semana passada o treinador gremista puniu Willian Tiego por ter sido expulso, gratuitamente. Autuori disse que iria dar um jeito nisso. Pois é. Uma equipe que tem um plantel pequeno e limitado, não pode se dar o luxo de ter jogadores que, além de não acertarem as definições, tomar cartões e deixar o time na mão nas horas certas. Vamos aguardar.

O INTER E O INTER

Foi hilário ver um time jogando no primeiro tempo e outro no segundo. Isso já está ficando comum nos jogos do internacional. O time demorou para embalar, mas quando o fez, deu um show. O trio Alecsandro, Nilmar e Guiñazu estavam impecáveis, na noite de ontem. Os gols do Inter, embora em posição irregular, foram mágicos. Jogadas ensaiadas de bola parada. Muito bem. Está fazendo efeito os treinamentos. Fechados ou não. O que não vem dando certo, são as sistemáticas de preparação física e de motivação. O Inter voltou ontem, no segundo tempo, como se tivesse morrido alguém. Apático em campo. O São Paulo colocou o Jorge Wagner, que estava no banco e ele tomou conta da partida. Aí o Inter, ao invés de segurar a bola, resolveu entrar no nervosismo, provocado pelos paulistas. Parecia que quem estava ganhando o jogo era o São Paulo. Ontem sim, era um jogo para entrar o Glaydson. Um atleta de precisão para segurar a bola. Sim a bola. Aquela que quicava nos jogadores do Inter e ia parar nos do São Paulo. Eu ontem senti saudades do Rosinei, do Ji -Paraná. Jogadores que eram mal utilizados no Inter. Pois bem. Ontem, vencendo de 2 x 0 o São Paulo, precisava de um jogador que acalmasse a bola. O treinador do Inter precisa pensar melhor essas questões. Outra questão biruta que ele proporcionou e por isso foi chamado de burro, foi a troca do melhor marcador, por um meia definidor, que não definiu nada. O Magrão se arrastava em campo e ele tirou o Sandro. Pra colocar quem: D´Alessandro. O time ficou aberto. O D´Alessandro não fez nada. Mesmo antes de entrar em campo, demonstrava que não queria jogar. Depois ele abriu mais um pouquinho. Colocando o Taison no lugar do Índio. Isso faltando menos de cinco minutos para terminar o jogo. Então não dá pra entender suas modificações. Tite explicou ontem, que foi por causa dos cartões. Tudo bem, mas ele podia mexer os caras, dentro de campo. Né? Mudar de lado, de função. Não vejo ele preocupar-se com isso, normalmente. Mas ontem ele preocupou-se. Ele Agora, terá que jogar no sábado, contra o Botafogo, sem Guiñazu, Índio e Alecsandro. Ele tem peças, mas de reposição. O problema é que nem sempre usa e as vezes, quando usa, faz errado. Ele tem pra zaga. O Danni, Álvaro e até o Bolívar. Para o meio tem o Glaydson, D´Alessandro, Marquinhos e até o Giuliano e para o ataque, ele tem o Bolaños e Taison. Vamos aguardar o que Tite fará para agradar a torcida. Essa já perdeu a paciência com ele há muito tempo.

NILMAR FORA, POR UM DETALHE

Ontem ficou claro que a venda de Nilmar é pra já. Está insustentável, financeiramente, mantê-lo. Sob pena de logo ali, o Inter não levar nenhum e ele ficar com todo seu passe. Não demora muito é logo ali. Falta menos de dois anos. Ontem nós repórteres, cercamos o vice de Futebol Colorado, Fernando Carvalho e conversamos sobre o que havia saído no site espanhol, Mediterrâneo. Ele negou saber disso. Insistimos que o periódico alegou que o garoto colorado teria dito estar muito feliz em estar se transferido para o VillaReal. Mesmo assim, Carvalho teria falado que Nilmar recusou essa proposta. Outra informação que me chegou de fonte segura, seria que o jogador do Inter não estaria interessado em se transferir para a Europa, pelo fato dos impostos serem maiores no velho continente. Com isso seria mais vantagem, permanecer no Inter. A proposta em si, independente do sim ou do não, gira na casa dos 15 milhões de Euros. O mesmo que havia sido oferecido pelo Wolfsburg. O VillaReal havia oferecido 13. O garoto colorado estaria vendo mais projeções no time espanhol, do que no alemão. Segundo informações que vem da imprensa espanhola, o caso deve ser resolvido entre hoje e amanhã e Nilmar deve apresentar-se na segunda feira na equipe do Villa. Veremos o que as próximas horas nos contam.

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20 / 7 / 2009
Festa e Ressaca.
EFEITOS DO CLÁSSICO

Maxi faz valer o título de centroavante.

As torcidas fizeram diferença. Zequinha vem sendo exemplo.


GANGORRA MALUCA.

O Grêmio ontem foi melhor, do início ao fim do jogo. Fazia muito tempo que eu não via o Tricolor jogar bem assim. Mas é clássico. E clássico é assim. Até que os ruins jogam e o grupo supera o individual. E por que eu digo ruim? Porque no Grêmio tem umas pérolas que “não dá pra querer”. Túlio, Herrera, Jonas e até o capitão Tcheco, que eu gostava muito. Bom, mas como eu disse, o grupo venceu e isso que importa. Mostra que é isso que o Inter precisa. E o pior que para o colorado seria mais fácil, pois nesse time tem quem joga, mas que vem caminhando em campo. Kleber, D´Alessandro, Índio e até o Taison (fora de posição). O problema, infelizmente, é treinador. Ontem veio a constatação. O certificado de garantia do Tite esgotou antes da hora. Na minha ótica é hora de ir embora. Assim como no Grêmio, vejo que Autuori, pra quem o desacreditava, conseguiu ajeitar as melancias da carroça do Grêmio. Agora é saber até que ponto o Grêmio vai crescer e o Inter descer, depois do “Clássico”. O Inter recebe o São Paulo, do Ricardo Gomes, que não ganha de ninguém. O Grêmio, que não vence fora, vai ao encontro do Avaí, que não ganha em casa. Será que alguém quebrará esse tabu, ou teremos a escrita do empate? Pois é. Teremos uma rodada de confirmações. As batatas ainda vão ficar mais um pouquinho na brasa. Mas logo elas passam do ponto.

TORCIDAS CIVILIZADAS.

As torcidas, ontem, antes do jogo deram um show de civilização. Tirando algum evento que aconteceu antes, no lado externo e fora do estádio, não houve uma comunicação de brigas e eventos. Cantaram o tempo todo e foram tranqüilos. No decorrer do jogo estiveram sempre empurrando o time pra frente e souberam fazer a festa e se conter na hora devida. Então com isso, eu só posso acreditar que as campanhas vêem dando certo. Não aquelas campanhas que essa ou aquela rádio promove. Não. As promoções que nós cidadão fazemos. Ou via Estado, ou via “Boca- a - Boca”. O orkut tem ajudado a desfazer aquilo que alguns montaram, dentro dele mesmo. Então, nem tudo está perdido. Vamos acreditar que dá certo. Mais uns três ou quatro GRENAis assim e eu vou acreditar que a paz venceu mesmo e que não tem mais espaço para esses “mongolões e bandidos”. Quero agradecer às duas torcidas, que ontem, em sua maioria, fizeram o espetáculo do clássico. Foi o verdadeiro “GRENAL do Século” o verdadeiro GRENAL da paz.

SANGUE GAÚCHO.

O São José (Zequinha) está uma boa campanha na série D do campeonato Brasileiro e o Caxias, também na Série C, apesar do empate de ontem com o Marília em 1 x 1. Mas infelizmente não podemos dizer o mesmo dos demais. O Pelotas jogou ontem, com os reservas e não conseguiu passar pelo Brusque. Levou 4 x 2 fora. E o Ypiranga de Erechim, também fora, levou 4 x 0 do Londrina. Foi ruim para os gaúchos a rodada. Nos últimos anos tem sido assim para os times aqui do Estado, nas competições ascendentes. Quando começamos a vibrar, aparecem as decepções. Eu ficarei muito feliz em escrever aqui, que nessa edição do Brasileirão, algum time do Rio Grande do Sul passará de série. Embora não tenha muita expectativa. Gostaria que o Juventude não caísse e que o Caxias subisse. Seria muito bom aumentar o volume de Marketing, em cima dos clubes gaúchos. A segundona está fazendo isso. E em breve, vermos isso acontecer na Série C. Só que essa rodada nos mostrou, que ta difícil. O Caxias até que ta fazendo sua parte, mas tem que se esforçar mais. Vamos lá Ypiranga. Reage! Vamos Pelotas. Vergonha na cara, anda. Vou ficar esperando e torcendo. Valeu Zequinha, estou esperançoso.

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17 / 7 / 2009
CLASSICOS.
O ANIVERSÁRIO DO VOVÔ GRENAL

Momento de comemorar.

Eles vão fazer falta. Liderança não se compra, se produz.


São 100 Anos de GRENAL

Quando se fala em futebol aqui no Sul, nada é tão importante quanto um Clássico GRENAL. Eu conheço algumas dezenas de pessoas que, mesmo não achando graça no futebol, lembram sempre de duas coisas. O GRENAL e a Seleção Brasileira. Como eu vivo na “Estância de São Pedro”, sou obrigado a colocar o GRENAL na frente. GRENAL já virou filme. que o diga Paulo Sant’anna. Já virou livro. O GRENAL já nos deu até seleção. Essa que não se intimidou nem para Seleção Brasileira de 70. Foi 2 a 2 a guerra. Um dia inesquecível para o povo gaúcho que viu o Pelé ser marcado pela zaga Anchieta e Figueroa. O GRENAL nos mostra cenas chocantes e emocionantes. Eu fico com as emocionantes. Namorados transitam nas ruas. Muitos deles, cada um com sua predileção na camisa. É! Essa é a famosa dicotomia que separa o estado em dois, mas que nos une no amor. Quantos almoços de Domingo ficam reforçados, pelo amor em família e as piadas na mesa. Aquele churrasco que une avós, pais e filhos. Os irmãos que não se vêem há muito tempo. Quem não lembra do desfile das camisetas, no dia seguinte, pela Rua da Praia e aquela gozação dos amigos, quando o time perde. E o Laçador? Eu acho que ninguém nunca perguntou para ele, qual o time que torce. Só sei que ele é o Modelo, que eu conheço, que eu mais vezes vi aparece em Souvenir, vestido das duas cores. Pois é! Em pensar que esse espetáculo do Futebol está completando 100 anos. Pode ser que exista algo parecido no Brasil, mas ninguém vem pra cá e vai embora sem comentar, tamanha dimensão dessa paixão. Esse Clássico é uma herança dos tempos de Ximango e Maragato. Não importa quem vence, nem quem perde. Quem ganha sempre é o povo gaúcho. Ainda bem que as notas negativas dele pouco aparecem, pois a beleza desse show é gigantesca. Eu desejo aos dois times e a seus torcedores. Um ótimo espetáculo. Com muito futebol e muita categoria. Vamos torcedores. Gritem, torçam vibrem. O espetáculo é pra vocês. Entrem para história do maior clássico da Região Sul do País. Desejo a todos, cem vezes, Ótimo GRENAL.

QUEM CHEGA MELHOR

O bom do Clássico é isso. A gente nunca sabe quem chega melhor. Todos já tinham esquecido da famosa gangorra da Dupla GRENAL. É chamada assim, por que, historicamente, sempre um está de bem com a vida e outro numa situação constrangedora. Desta vez, temos dois times em situação de aspirante. Um ficou na semifinal de uma Libertadores e outro de vice da Copa do Brasil. O Inter leva uma vantagem nos últimos clássicos, mas o Grêmio já teve muitas vezes nessa situação e atualmente lidera o Ranking de vitórias nos clássicos, dentro do Campeonato Brasileiro. Essa é a jogada. Esse é o elemento maior. Sempre quando chega a época do jogo, jogadores ditos principais estão suspensos, ou lesionados. O Inter está com problemas no meio campo. Não joga Magrão nem D´Alessandro. Pra completar, o substituto Glaydson também está fora. No Tricolor o problema é lateral direita e a zaga. Não joga William Tiego e Léo. Provavelmente o colorado deverá repetir o esquema 3-5-2 E O Grêmio poderá ter improvisos na lateral. Em todos os clássicos GRENAis é necessário usar o improviso. O limite sempre faz a diferença. Nessas horas, parece que se entra numa peleia de verdade e se marca boi nas costas. É a tradução campeira de um espetáculo que nunca sai como previsto. Aí é que está a graça do Clássico. Mas sempre se joga, ganha e perde. Mas nunca ficamos sem o Clássico.

CONSAGRAÇÃO

Não gosto muito de dar vazão e enaltecer alguns inimigos. Não que os argentinos sejam isso. Mas Veron era um inimigo até “ontem” (O dia do jogo). Eu já o achava um Dunga melhorado. Aquele tipo do volante comandante, mas que chega forte no ataque. Organiza, mas completa também. Só que tinha uma memória dele negativa. Quanto perderam para o Inter, na Copa Sul-americana, fui entrevista-lo e a seus colegas e eles não foram corteses. Eles simplesmente olhavam para o horizonte (Em direção ao Inter, no Pódio) e bufavam. E diziam para mim. Depois. Não quero falar agora. Depois os procurei e não consegui. Coisas do Futebol. Só que eu to acostumado a conversar com jogadores quando ganham e quando perdem. Então fiquei com essa impressão dele. Não sabe perder. Bom, mas com o passar dessa libertadores, vi um outro Veron. Um Veron que queria muito ganhar. Ele queria dar esse título ao seu pai, que também foi o herói desse clube, nos anos 80. O que vi em campo foi um construtor, um organizador e acima de tudo, um aglutinador. O argentino não deixou esmorecer. Mais uma vez os hermanos mostraram que não existe jogo ganho e não tem essa de efeito de mando de campo. Parabéns aos Estudiantes e ao Veron. Ele pode até estar velho para a Seleção, mas não o suficiente para dar exemplos de que a força de vontade e a determinação, são as principais ferramentas para quem deseja conseguir as coisas. E hoje eu vejo que aquela indignação que ele tinha, em campo, no jogo do Inter, foi aquilo que nossos pais procuraram ensinar. Vergonha na Cara. Hoje Veron é símbolo.

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